<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>O Zepelim</title>
	<atom:link href="http://ozepelim.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://ozepelim.wordpress.com</link>
	<description>~ mais o mesmo ~</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Dec 2009 13:19:53 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<cloud domain='ozepelim.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/89b80f65310cfd1e8a3ebbcb59cd2506?s=96&#038;d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>O Zepelim</title>
		<link>http://ozepelim.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://ozepelim.wordpress.com/osd.xml" title="O Zepelim" />
		<item>
		<title>Escrever, verbo intransitivo</title>
		<link>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/23/escrever-verbo-intransitivo/</link>
		<comments>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/23/escrever-verbo-intransitivo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 15:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ozepelim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edital]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ozepelim.wordpress.com/?p=213</guid>
		<description><![CDATA[Sempre tive facilidade com as palavras. Principalmente as escritas. Não sei o que é, mas sempre consegui passar muito bem o que pensava através das palavras. Talvez, por isso mesmo escreva: por ser-lhes eternamente grato, e o mínimo que possa fazer é escrever algo em troca.
Milhares de escritores tentaram decifrar o ato da escrita. E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=213&subd=ozepelim&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Sempre tive facilidade com as palavras. Principalmente as escritas. Não sei o que é, mas sempre consegui passar muito bem o que pensava através das palavras. Talvez, por isso mesmo escreva: por ser-lhes eternamente grato, e o mínimo que possa fazer é escrever algo em troca.</p>
<p>Milhares de escritores tentaram decifrar o ato da escrita. E outros mais usaram da metalinguística para conceituar o processo de escrever.  Drummond dizia que <em>escrever não é um ato de inspiração. Mas de transpiração.</em> Logo, exige técnica, trabalho, ardor e dedicação. Ao contrário dele, eu escrevo porque me parece natural. Porque me é vital. Tanto quanto o ar, a água, o amor e o sexo. Talvez escreva porque sou pretensioso e ache que sei escrever. Talvez escreva porque sequer o sei, mas encontro na escrita minha única forma de me comunicar. Qualquer que seja o motivo, eu escrevo porque a mim me parece belo. Cada letra ganha corpo, vida, cheiro e conceito por meio da escrita.</p>
<p>Enfim, não pretendo aqui desvendar os mistérios da escrita. Sequer tentar enquadrá-la em um determinado conceito, ideologia. Seria como aprisionar este milagre em palavras, que, por sua vez, não possuem maturidade suficiente para expressar este ato. Enfim, quero apenas tentar reforçar que escrever é realmente um milagre. O milagre de condensar o que se quer e o que se pensa em palavras. Assim, até o cosmos fica perto. Pequeno. Tangível. Libertador. Então escrevo porque só isso me liberta. Porque aprecio este momento.</p>
<p>E mais. Escrevo porque não sei se existirá o amanhã. Porque não sei até quando darei as caras por aqui. Porque não sei se existem palavras também no plano divino. E se elas são tão bonitas quanto as da terra.</p>
<p>Acho que eu escrevo porque não</p>
<p>sei cantar, dançar, pintar ou poetizar a vida e o amor. Então escrevo porque a mim as palavras vêm tranquilas, leves. Voam até mim.</p>
<p>Pensamentos são versos soltos. E escrever é, com certeza, limitá-los. Mas, penso, que também seja dar cores, tamanho, nomes, sentido, ordem, regência e lugar a eles.  Escrevo porque existe um momento sutil entre o que se pensa e a palavra escrita, que me encanta, me intriga, e que tento avassaladoramente agarrar.</p>
<p>Simplesmente, escrevo porque tenho dúvidas. Inquietações. Perguntas, muitas perguntas ainda não respondidas. E porque gostaria me lessem um dia. Escrevo porque concordo com Clarice quando fala que as palavras são fugidias. “Gosto das palavras escritas, porque estas me parecem tocáveis”.  Talvez eu seja que nem Clarice. Há um desejo tão forte que me compele a <em>palavrizar</em> tudo o que sinto. Escrevo porque pouco posso fazer da minha vida. E porque existe essa inquietação, essa vontade insana em transformar o que penso em palavras.</p>
<p>Escrevo porque gosto de pontos de vista, de pessoas, e de coisas que ainda não conheço. Escrevo porque existem palavras e porque eu as sinto. E é muito fácil senti-las. E mesmo quando elas me faltam, continuo a escrever. Assim como as palavras que Clarice não encontrava para exprimir o que sentia. “O que sinto ainda não tem nome”.</p>
<p>Escrevo porque nunca sei onde as palavras podem me levar. E porque gostaria de passar a minha vida assim. Sem saber aonde ir. Escrevo porque existem momentos em que as falas são fortes demais. Contundentes demais. Machucam demais. Escrevo porque as palavras com som são violentas. E quebram o silêncio. E são facilmente deturpadas. Escrevo porque documento. Porque imortalizo o que quero. E a mim mesmo, através do que vem da minha alma.</p>
<p>E finalmente escrevo porque me parece fácil, natural, sutil. E porque deveria ser um verbo intransitivo, como o amor de Mário de Andrade. Escrever não precisa de complemento. Escrevo porque escrevo. E ponto.</p>
<p>E o mais importante é que: escrevo porque sou só; e aprendi a conviver com as palavras.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ozepelim.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ozepelim.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ozepelim.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ozepelim.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ozepelim.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ozepelim.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ozepelim.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ozepelim.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ozepelim.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ozepelim.wordpress.com/213/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=213&subd=ozepelim&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/23/escrever-verbo-intransitivo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/279ccbdf2dfdeed3a78c0dfe5f39c6fd?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">ozepelim</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Another Year Older, But Not Wiser</title>
		<link>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/16/another-year-older-but-not-wiser/</link>
		<comments>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/16/another-year-older-but-not-wiser/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 16:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ozepelim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edital]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ozepelim.wordpress.com/?p=209</guid>
		<description><![CDATA[                Há diversas formas de se comemorar um aniversário. E, talvez, não comemorá-lo também seja uma delas.  Uma puta festa, balada com os amigos ou saída casual para o bar da esquina. Essas são sempre as opções de praxe dentro de qualquer cardápio. Mas isso poder depender muito do aniversariante.
                Há sempre aqueles super empolgados, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=209&subd=ozepelim&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>                Há diversas formas de se comemorar um aniversário. E, talvez, não comemorá-lo também seja uma delas.  Uma puta festa, balada com os amigos ou saída casual para o bar da esquina. Essas são sempre as opções de praxe dentro de qualquer cardápio. Mas isso poder depender muito do aniversariante.</p>
<p>                Há sempre aqueles super empolgados, que anseiam 364 dias pelo seu. E que, caso pudessem, parariam o mundo para celebrar a data. Uma amiga sempre tenta transformá-la na mais especial do mundo. Infelizmente, o máximo que conseguiu foi um assalto no ano passado, onde eu fui o mais lesado. Mas ela é um daqueles tipos adeptos a grandes festas e comemorações homéricas.  E que, às vezes, de tão grandiosas e calculadas, acabam funcionando mais como satisfação social do que divertindo o próprio aniversariante.</p>
<p>                Mas também existem os discretos. Os que não preparam nada a mais do que um dia bastante casual, regado a conversas descontraídas, petiscos, bolo e vinho com amigos mais íntimos e família. Próximo a eles, estão os tradicionais. Eles até desejam extravasar nesse dia, mas acabam sempre no mesmo rodízio de pizza ou bolo de chocolate de todos os anos com as mesmas pessoas. Tem ainda os precavidos, que desperdiçam tantas horas organizando um dia perfeito, onde nada corra errado, que perdem as fabulosas possibilidades do inusitado.  Em uma outra esfera, estão os folgados. Todo mundo conhece um deles. Passam um mês na fase de pré-comemoração, como pequenas prévias carnavalescas, arrastam todo os amigos para encher a cara no meio da semana e mesmo após toda a efervescência do dia especial, continuam a cobrar mais bares e baladas ainda a pretexto do aniversário.</p>
<p>                Além destes, existem ainda os aniversariantes do tipo compreensível (que não liga se só aparecer metade da lista de convidados), descolado (que tenta uma coisa diferente todos os anos) e antisocial (que passa o dia no quarto com o telefone desligado). E muitos outros.</p>
<p>Mas há também aqueles para quem o dia especial nem é tão especial assim. E esse é o meu caso. Eu me encaixo naquele pequeno grupo de pessoas resignadas com a falta de sorte desta data cair em plena quarta-feira, por exemplo. Ou num dia de uma prova, talvez. Ou nas férias de julho (quando não haverá os colegas de sala para cantar parabéns em coro). Ou apagado por um feriado nacional ou aniversário do irmão mais velho (que completa um dia antes). Daí sempre rola uma comemoração 2-em-1, enquanto ele ele fica com a festa e você com a ressaca.</p>
<p>                 Enfim, embora nenhum desses seja o meu caso, eu sempre acho essa data um pouco dramática. É que ano após ano, eu me vejo nos mesmos erros e sem fazer, por assim dizer, muito progresso. São relacionamentos mal sucedidos, empregos falidos e amizades cada vez mais distantes. Enfim, é como se fossem as mesmas armadilhas só que também mais velhas. Mais sérias, formais, como os ternos de 35 aposentando os All Stars dos 17. Mas ainda assim, de alguma forma, fazendo a mesma merda. E quando chega o “grande dia”, pondero: será que estou ficando mais esperto, responsável e maduro&#8230; ou apenas mais&#8230; velho? (Ick!). Bom, foi seguindo esse tipo de lógica que os americanos criaram o ditado <em>another year older and none wiser</em>. Seriam eles, assim como eu, burros o suficientes para a cometer os mesmos erros todos os anos?</p>
<p>Charles Chaplin um dia escreveu que o ciclo da vida devia ser ao contrário. Deveríamos morrer primeiro, daí ser chutado de um azilo por estar novo demais, trabalhar árduo e depois, como recompensa, viver a infância, acabando tudo com uma grande explosão de orgasmo. Se isso fosse certo, estaria eu então, aos 22, velho ou novo demais para achar esses rituais de aniversário desimportantes e, até, um pouco monótonos?</p>
<p>Bom, o fato é que nunca haverá uma resposta sensata, e satifatória, para a proporção erros-acertos cometidos ano após ano. Talvez o ideal mesmo é não ficar pensando no que de ruim já fizemos e tentar, apenas, chegar ao ano que vem com erros, senão menores, ao menos diferentes.</p>
<p>[esta crônica foi escrita no dia do meu aniversário 22.11]</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ozepelim.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ozepelim.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ozepelim.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ozepelim.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ozepelim.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ozepelim.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ozepelim.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ozepelim.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ozepelim.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ozepelim.wordpress.com/209/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=209&subd=ozepelim&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/16/another-year-older-but-not-wiser/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/279ccbdf2dfdeed3a78c0dfe5f39c6fd?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">ozepelim</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os opostos</title>
		<link>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/11/os-opostos-se-distraem/</link>
		<comments>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/11/os-opostos-se-distraem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 12:03:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ozepelim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edital]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ozepelim.wordpress.com/?p=202</guid>
		<description><![CDATA[É impressionante a capacidade das pessoas que se gostam de encontrar barreiras. E mais: de parar diante delas. Quanto tempo desperdiçado admirando embasbacado o tamanho das montanhas ao invés de procurar formas de tentar ultrapassá-las. Algumas dessas barreiras vêm como sinônimo de um novo relacionamento. Já outras, como no meu caso, conseguem incrivelmente chegar antes de sequer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=202&subd=ozepelim&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>É impressionante a capacidade das pessoas <strong>que se gostam</strong> de encontrar barreiras. E mais: de parar diante delas. Quanto tempo desperdiçado admirando embasbacado o tamanho das montanhas ao invés de procurar formas de tentar ultrapassá-las. Algumas dessas barreiras vêm como sinônimo de um novo relacionamento. Já outras, como no meu caso, conseguem incrivelmente chegar antes de sequer começar um.</p>
<p>Nesses últimos meses, ou, neste caso, namorados, a coisa mais real e concreta com que me deparei não foi amor, paixão, carinho ou amizade nos relacionamentos, mas barreiras. Eu vi, dia após dia, eles se afastarem de mim por motivos, segundos eles mesmos, de “incompatibilidades” na relação, “posturas” díspares, e, neste último caso, até minha “futilidade” exacerbada.</p>
<p>Quando meu ex-namorado me alertou sobre nossas divergências, ainda tentei recorrer. Fiz um mapa do que poderia ser melhorado, onde cada um deveria ceder, ponderei que dentro das nossas antíteses, havia também linhas de confluência&#8230; Enfim. Fui bastante didático. Mas quando ele resolveu acabar comigo por causa disso, antes mesmo de colocarmos o plano em prática, pensei: que babaca, azar o dele. Foi estupidamente da boca pra fora. No fim, fui eu que demorou um século para mastigar o término da relação, chorou, mobilizou os amigos e teve várias crises de carência. É foda: me senti um lixo. Ainda mais frustrante do que um “nunca aconteceu” é um “não deu”, quase sempre impregado de culpa e ressentimentos. Meu, e deles.</p>
<p>É como se um de nós não tivéssemos feito a sua parte, pulado a lição de casa ou gazeado uma aula. Não adianta: por mais filosófico ou metafísico que um fim de namoro possa vir a ser, existe sempre um fator cabal, humano, matemático, quase que palpável, restante no final de um relacionamento. A culpa. Não a culpa de sentir, mas a culpa de culpar mesmo. Explico: não é nada que uma das partes deva ou não remoer, admitir ou, sei lá, transcender, como sinônimo de arrependimento ou remorso. É a culpa pela culpa. Acabou por causa de&#8230; e, assim, depois das reticências, naturalmente, como oração de causa e efeito, virá também o culpado. E pode ser até o destino ou algo mais abstrato. Mas a culpa continuará lá, concreta, visível e apontável, como quase sempre acontece, depois da relação, pelos mais infringidos.</p>
<p>Bom, o caso mais recente é patético. Foi uma relação construída na internet, à base do intangível, do intocável, regado por palavras e imagens mesmo. Tudo 100% cyber-feeling. E (rapidamente), como é poderosa essa coisa do cyber-feeling, né! É super louco. De repente, você se pega chorando ou com saudades de uma pessoa que sequer viu ou sentiu, nos seus braços, por exemplo. É a guerra ao mundo cético e pagão, rendível  apenas ao carnal. Enfim&#8230;</p>
<p>O fato é que, como dizia, na minha última relação, que foi à base do cyber-super-feeling-made-relationship, passei por algo cyber-super-feeling-idêntico. Após alguns meses <em>teclando </em>(yuh hu, viva a internet)<em>, </em>leio: “sinto que somos muito diferentes (blá, blá, blá)&#8230; nosso caminho não se toca (blá, blá, blá)&#8230; beijos”. Na hora, pensei: oi? Nem<strong> a gente</strong> se toca. Mas enfim, me senti tão mal e sofri tanto quanto antes.  </p>
<p>Serei eu, assim, algum tipo de monstro? Ou apenas o “not-to-marry-type”? Para qualquer que seja a resposta, acho que, de uma forma geral, ninguém é tão diferente assim a ponto de ser irrelacionável.  E aquelas pessoas que resistem fácil às divergências, físicas, ideológicas ou de comportamento, é que são, por assim dizer, as diferentes. São elas que nunca conseguirão sair da zona de conforto do parecido, do igual e da mesmice. São pessoas que, infelizmente, vão demorar um pouco para pensar do lado de fora da caixa e aprender a não gostar só do amarelo. Que seja válido sempre uma ruptura por causa das divergências, e de qualquer tipo. Mas que se procure, primordialmente, encarar as diferenças mais como um desafio do que sempre como um empecilho, também. E que se aprenda a ceder antes de desistir. E principalmente, a medir o lado certo da balança entre o amor puro e bacana que já existe ou pode vir a nascer e o defeito tão dito inaceitável.</p>
<p>E quanto a mim, vou continuar a ter como inspiração a Bela e a Fera, A princesa e o Sapo, Shrek e Fiona, e todos aqueles que passaram por cima das diferenças (iniciais ou não) em nome do almeijado happily ever after.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ozepelim.wordpress.com/202/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ozepelim.wordpress.com/202/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ozepelim.wordpress.com/202/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ozepelim.wordpress.com/202/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ozepelim.wordpress.com/202/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ozepelim.wordpress.com/202/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ozepelim.wordpress.com/202/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ozepelim.wordpress.com/202/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ozepelim.wordpress.com/202/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ozepelim.wordpress.com/202/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=202&subd=ozepelim&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ozepelim.wordpress.com/2009/12/11/os-opostos-se-distraem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/279ccbdf2dfdeed3a78c0dfe5f39c6fd?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">ozepelim</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Dia dos Namorados</title>
		<link>http://ozepelim.wordpress.com/2009/11/11/dia-dos-namorados/</link>
		<comments>http://ozepelim.wordpress.com/2009/11/11/dia-dos-namorados/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ozepelim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edital]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ozepelim.wordpress.com/?p=197</guid>
		<description><![CDATA[Confesso que sempre tive uma certa mágoa do dia dos namorados. Talvez porque eu nunca tenha conseguido celebrá-lo com a devida propriedade. Ou não estava com ninguém na época, o que aconteceu na maior parte das vezes; ou estava com alguém emocionalmente irrelevante. E, em qualquer uma das situações, nunca estava namorando. Levei um certo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=197&subd=ozepelim&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Confesso que sempre tive uma certa mágoa do dia dos namorados. Talvez porque eu nunca tenha conseguido celebrá-lo com a devida propriedade. Ou não estava com ninguém na época, o que aconteceu na maior parte das vezes; ou estava com alguém emocionalmente irrelevante. E, em qualquer uma das situações, nunca estava namorando. Levei um certo tempo para perceber do que realmente se trata essa data. Semprei achei o dia algo muito frívolo, fútil, inútil até. Pra que celebrar o dia dos namorados? Por acaso existe o dia dos solteiros? Dos enrolados? Dos ficantes? Dos divorciados? Por que esses estatus não merecem também uma data célebre, com a mesma relevância, para comemorar a ocasião? Talvez porque seja uma tarefa muito fácil não estar envolvido, de fato, num compromisso estatizado, como no caso dos enrolados e ficantes, e infinitamente mais fácil estar só, como no caso dos solteiros e divorciados.</p>
<p>O namoro é provavelmente a relação mais difícil de se conviver. Entenda-se a palavra namoro, aqui, simbolizando a relação entre duas pessoas, em qualquer tipo de instância, tal como um noivado ou casamento, por exemplo. Família não se escolhe. A gente nasce com, atura e ponto final. Existirá sempre um laço consanguíneo unindo seus integrantes. Já os amigos, ao que dizem, são a família que nós escolhemos, e o que os une é essa sensação mútua de pertencença ao mesmo grupo. Um amor que se desenvolve e se concretiza ao decorrer dos anos. Parceiros de trabalho e colegas de profissão, quando muito, também fazem parte do grupo de amigos. Quando não, serão pessoas que sempre nos relacionaremos com fins exclusivamente profissionais. E gostando ou não, também teremos que aturar. Mas quando se trata de namorado, qual categoria devemos aplicar? Parece algo tão excludente de todos os outros círculos de relacionamentos. Envolve amor, mas também envolve sexo. Envolve amizade, mas não fraternal demais porque senão perde o tesão. Envolve parceria de vida e, às vezes, até profissional, mas também envolve paixão.</p>
<p>Enfim, o namoro parece ser um misto de todos os problemas das outras relações juntas, com o agravante de não ser nenhuma delas. Até o quantitativo de pessoas da relação é extremamente menor. Resume-me ao outro e ponto. E por mais amigos, parentes ou colegas de trabalho que se tenha, eles nunca compreenderão a totalidade de tal relacionamento. E isso se dá pelo simples motivo de que, por mais por dentro que eles estejam da nossa relação, eles nunca estarão, de fato, dentro dela.</p>
<p>Sempre achei que era um solteirão muito bem resolvido. “Não preciso de namorado para ser feliz, ponto”. Sempre fui adepto do conceito de ‘’solteiro sim, sozinho jamais’’.  Atualmente estou solteiro e sozinho. Não me sinto mal com isso, mas também não me tornei cínico o suficiente para desacreditar que no próximo Dia dos Namorados pode ser eu, também, fazendo um passeio bem meloso e comendo chocolate na fila para o cinema.</p>
<p>Apesar de super clichê, ontem eu fui pedido em namoro. Não da maneira mais apropriada, nem pela pessoa que eu gostaria que o fizesse. Não aceitei. Na verdade, ainda nem respondi. Achei muito indelicado dar um ‘’não’’ assim na cara de alguém nas vésperas do dias dos namorados. Ponderei que uma dúvida, neste caso, seria melhor do que a resposta. Na verdade, eu fico lisonjeado com  o pedido, mas desejo-lhe um melhor namorado do que eu posso ser.</p>
<p>Em relação a todos que disseram “sim” e hoje comemoram a magia de serem felizes ao lado de seus respectivos amores, um esplendoroso Dia dos Namorados. Afinal, não é porque existem milhares de solteirões que nem eu por aí afora que os casais não têm o direito de comemorar a data passando nas nossas caras esse dia, como para ratificar que ainda estamos só, não é verdade?</p>
<p>Enquanto a mim, ainda não achei o carinha do cavalo branco. Talvez ele nunca venha, mas em todo caso, deixarei as minhas janelas bem abertas para escutar caso alguém bata à porta.</p>
<p>[Esta Crônica foi feita no dia dos namorados deste ano]</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ozepelim.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ozepelim.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ozepelim.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ozepelim.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ozepelim.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ozepelim.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ozepelim.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ozepelim.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ozepelim.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ozepelim.wordpress.com/197/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=197&subd=ozepelim&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ozepelim.wordpress.com/2009/11/11/dia-dos-namorados/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/279ccbdf2dfdeed3a78c0dfe5f39c6fd?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">ozepelim</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Matemática do desamor</title>
		<link>http://ozepelim.wordpress.com/2009/10/15/matematica-do-desamor/</link>
		<comments>http://ozepelim.wordpress.com/2009/10/15/matematica-do-desamor/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 16:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ozepelim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edital]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ozepelim.wordpress.com/?p=192</guid>
		<description><![CDATA[Se multiplicarmos a quantidade de corações existentes e pulsantes no mundo pelas vezes em que já foram magoados, ao menos alguma vez na vida, esse número seria: infinito. O resultado deste cálculo é bastante óbvio e 100% verificável, pois: precisamente 10 em cada 10 pessoas sofrem ou já sofreram do mal do desamor.
De acordo com informações [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=192&subd=ozepelim&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Se multiplicarmos a quantidade de corações existentes e pulsantes no mundo pelas vezes em que já foram magoados, ao menos alguma vez na vida, esse número seria: infinito. O resultado deste cálculo é bastante óbvio e 100% verificável, pois: precisamente 10 em cada 10 pessoas sofrem ou já sofreram do mal do desamor.</p>
<p>De acordo com informações da Organização Mundial de Corações Partidos, os índices ainda não são nada animadores. Eles apontam que entre todos aqueles que passam em nossas vidas e os que serão nossa exata e mais completa metade, resume-se precisamente ao número 1. Isso, ainda segundo a OMCP, para aqueles que têm a sorte quase mega-sênica de encontrá-lo.</p>
<p>O fato é que por incrível que pareça, a parte mais difícil não reside ainda em encontrar parceiro ideal, e sim na destreza de conseguir balancear de forma equânime e permanente a equação entre nossa pré-disposição ao amor e as dificuldades diárias do destino.</p>
<p>Entretanto, de forma um pouco mais otimista, se subtrairmos todos amores pelos quais já sofremos um dia, teremos como coeficiente milhões em experiência, além de dezenas de histórias, várias datas marcantes e, claro, algumas dúzias de momentos bons.</p>
<p>Então, como em toda boa conta matemática, o segredo está sempre em tentar equacionar de modo sensato e eficaz todos os números, reconhecer a importância de cada tipo de dado, nunca desprezar os possíveis zeros encontrados e mais importante: permitir-se os riscos de utilizar novas fórmulas. É necessário também assumir eventuais falhas e começar tudo de novo.</p>
<p>E assim, igualmente a qualquer tipo de cálculo aritmético, o resultado encontrado será sempre passível de erros ou pode não ser exatamente aquele ao qual esperávamos. Mas embora a divisão entre todos os desamores e as reais chances de felicidade seja sempre uma icógnita, o mais importante é perseverar até o fim, e nunca, mas nunca mesmo, desistir de encontrar a resolução procurada.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ozepelim.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ozepelim.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ozepelim.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ozepelim.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ozepelim.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ozepelim.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ozepelim.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ozepelim.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ozepelim.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ozepelim.wordpress.com/192/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ozepelim.wordpress.com&blog=2622597&post=192&subd=ozepelim&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ozepelim.wordpress.com/2009/10/15/matematica-do-desamor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/279ccbdf2dfdeed3a78c0dfe5f39c6fd?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">ozepelim</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>